E se educar não desse tanto trabalho? É possível, sim!

20.7.17

Muitas vezes tenho a sensação que complicamos muito as situações e, pior do que isso, não nos damos conta!
Já reparaste que estamos frequentemente a dar ordens aos nossos filhos? E agora perguntas-te:
'Mas espera aí: já não posso bater, não posso berrar e agora já não lhes posso dar ordens? Em que é que ficamos?'
Então espera e continua a ler estes exemplos:

1. 'João, faz a cama!'
2. 'Já fazer os trabalhos de casa. Não jantas antes de os terminares'
3. 'João, não te esqueças do casaco. E da mochila!!'
4. 'Já lavar os dentes e a cara!'

Não sei se tiveste esta impressão, mas ao fim de algum tempo, é possível que o teu filho aja sem vontade por não se sentir envolvido. Está, constantemente, a ser mandado e, por não ter voto na matéria, nem ser tido nem achado, não sente como dele aquela tarefa ou função.

Então como é que podemos fazer?

1. João, já terminaste as tuas tarefas da manhã? [entendendo-se aqui que as tarefas estão estabelecidas e até visíveis para não serem esquecidas]
2. Vamos jantar as 20h00. O que é que tens de ter pronto antes disso?
3. João, vamos sair. O que é que te falta?
4. João, vamos sair. O que te falta para estares pronto?

Quando perguntamos, a criança vai à procura da resposta e é mais fácil sentir-se responsável por aquilo que tem de fazer. Porquê? Porque é ela que diz o que tem de fazer e porque não fomos nós que ordenamos.

Se funciona sempre? Nem sempre, porque há momentos em que a criança/jovem não lhe apetece fazer aquilo que sabe que tem de fazer - ou está a pensar noutra coisa. Ainda assim, gostava de te lembrar que a Parentalidade Positiva não é manipulação e a cooperação por parte do teu filho tem muito a ver com o tipo de relação que estabelecem um com o outro.

Neste final de semana gostava de te desafiar a perguntar mais e a mandar menos. E a deixares, em resposta a este post quais são os resultados dessa experiência.




CERTIFICAÇÃO EM CRECHES E JARDINS DE INFÂNCIA EM EDUCAÇÃO POSITIVA

13.7.17


Temos um compromisso com as famílias e as instituições que se relacionam diretamente com as crianças.

Nos últimos anos temos trabalhado cada vez mais com escolas e sabemos de algumas que continuam a investir em formação, de forma muito séria e comprometida, nos seus colaboradores. Esse investimento é preciso ser reconhecido, validado e estimado. São boas práticas e são para se manter, ganhando-se assim a confiança dos pais e de todos.

Quero muito partilhar contigo o seguimento que o projeto 360º tem tido nos últimos meses.

Podes consultar tudo aqui. É com muito entusiasmo que nos lançamos nesta ideia que, mais não é que um grande reconhecimento de equipas extraordinárias. E muitas outras virão!

Estamos a desenhar o plano de formação para 2018 mas podes já consultar todas as informações que precisas e também pedir-nos mais infos via cursos@parentalidadepositiva.com


DIVÓRCIO E FÉRIAS - ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 3

13.7.17
Há cada vez mais divórcios em Portugal.  O Pordata apontava uma taxa de 70,4% em 2013, o que se revela ser um número enorme e uma realidade, em Portugal.

Felizmente, há cada vez mais divórcios a correrem bem - ou seja, com adultos a assumirem a sua parte de responsabilidade - nomeadamente quando há criança pelo meio. Ainda assim, aqui ficam 3 dicas para que o processo possa correr da melhor maneira. Há imensas outras sugestões que podemos dar mas se estas 3 estiverem asseguradas, tudo o resto flui.

E vê e partilha o vídeo!




1. O divórcio - ou uma separação - pode ser um momento angustiante para qualquer pessoa envolvida. Ainda mais para uma criança. Daí que seja fundamental que todas possam ser acompanhadas por um dos adultos [de preferência pelos dois] de forma a assegurar que os sentimentos são acolhidos e a segurança da vida mantida. E ter pais com paciência é fundamental. Mas estes pais também têm de tratar de si

2. Uma vez que a realidade passa a ser outra, é importante a nova forma de família que se constitui ganhe novas rotinas. São elas que dão a tal segurança que falei acima. Ir a casa de amigos ao fim-de-semana, encontrar um novo local para as férias grandes, cuidar de uma horta ou de uma animal ajudar a canalizar as emoções e a dar um novo ânimo aos dias.

3. Todos os especialistas estão de acordo: o divórcio pode não ser algo que as crianças desejem mas as boas notícias é que elas têm uma enorme capacidade em se adaptarem. Contudo, o que causa mais stress, mais sofrimento, tristeza e angústia são as discussões e os desentendimentos entre os pais. Seria muito interessante que cada vez mais casais se preparassem para a separação, tratassem de si e das suas mágoas e pudessem olhar sempre para o superior interesse da criança, sempre. Podemos e devemos continuar a ser família apesar do divórcio. Quem é que nos disse o contrário?

Comenta este post e deixa-nos as tuas dicas - de quem está a viver um divórcio ou cujos pais se divorciaram e tudo correu bem!!

Hashtags: 
#feriasmumstheboss
#criarboasmemorias
#mumstheboss
#parentalidadepositiva

Continua a ler mais dicas
#1
#2

Aproveita e preenche este documento também e diz-nos sobre o que é que gostarias de ler mais aqui no blogue! Pela tua felicidade e a de todos!






ESPECIAL FÉRIAS GRANDES - 2

12.7.17



Esta não é uma ideia original minha - li-a num jornal online mas é tão útil, prática que tenho mesmo de a partilhar aqui contigo.

Como é que um verniz nos ajuda a proteger os nossos filhos?
Então é assim. Da próxima vez que saíres com eles - para uma praia, um local cheio de gente - pega numa esferográfica e escreve o teu número de telefone no braço do teu filho. Ou na perna, ou nas costas ou mesmo na mão. E depois passa uma camada de verniz por cima e deixa secar. 

O que é que vai acontecer? O nr. vai ficar gravado e não vai sair facilmente. E é isso que queres. Caso ele se perca ou se esqueça, o teu contacto está lá!

Tens também as pulseira Estou Aqui, da PSP. E esta é uma solução igualmente boa. Nós temos as pulseiras. Mas também vamos usar esta técnica.

Continua por aí - regularmente vamos partilhando mais dicas - em direto e não só!

Mais, aqui! e Aqui!





Pela tua felicidade... e a de todos!

12.7.17


O Mum's the boss nasceu para partilhar contigo tudo aquilo que eu sabia e estudava sobre Parentalidade e Educação Positivas.

Há praticamente 7 anos que crescemos juntos.

E, por isso mesmo, está na hora de perceber um pouco melhor o que desejarias continuar a ler neste blogue e que outros temas te interessam. Gostava que me dissesses o que precisas, que me contasses como posso ajudar-te

Quero ir ao encontro daquilo que precisas. Só assim faz sentido. Para isso, clica neste link e ajuda-me a ir mais longe. Pela tua felicidade e pela de todos.

Muito obrigada!

Um grande beijinho e boas férias, se for o caso.

Magda

P.S. Esta informação é confidencial e podes ficar descansad@ que nunca será partilhada com ninguém!

Do contra. O que fazer? Parte 2

11.7.17




Quando escrevia o título para este post, dei por mim a fazer uma segundo leitura com a parte 'O que fazer?'. Será que alguns de nós viemos aqui para saber como dar a volta aos nossos filhos para eles fazerem aquilo que nós queremos?
Por vezes tenho a impressão que procuramos estratégias não para conseguirmos ganhar a cooperação dos nossos filhos mas antes para os manipularmos. Mas, porque a nossa intenção é sempre a melhor, vamos chamar a isto colaboração e não manipulação porque não nos passaria pela cabeça fazê-lo com os nossos filhos...
Mas, para obtermos a colaboração seja de quem for temos de trabalhar a relação. Mas isso dá trabalho. É um investimento enorme e convida-nos a fazer uma enorme gestão da nossa própria frustração. Porquê? Porque achamos que no dia em que decidimos usar todas estas técnicas, que os nossos filhos vão colaborar de imediato. Muitas vezes - na sua grande maioria - é mesmo isso que acaba por acontecer. Mas depois a criança tem um comportamento menos adequado e nós ficamos tristes, aborrecidos, ofendidos até.

Como é que tu podes fazer uma coisa dessas comigo? Eu que tenho investido tanto na nossa relação? 

E pronto. Atiramos com a parentalidade positiva pela janela e continuamos a usar as técnicas que conhecemos e com as quais estamos à vontade... dizendo, mais à frente que 'nada funciona com o meu filho, havia de o conhecer.'

Esperamos milagres com um investimento de 2 ou 3 dias. Ou mesmo de 15 dias. Que tudo mude. Mas não é assim. É um investimento e isso leva o seu tempo.

Então, quando tens uma criança com um comportamento de oposição - que é sempre do contra - e que te desafia e te diz 'não quero saber!', 'não faço', 'quero lá saber', começa por ti e a ver se não lhe andas a dar demasiadas ordens. Não tens só de começar a tratá-lo como uma pessoa que é. Para que ele coopere contigo, precisa de se sentir envolvido, tido e achado. Precisas de descobrir quem ele é, do que realmente gosta e de que forma podes usar o potencial dele naquilo em que ele já é bom!
Infelizmente, alguns de nós não conhecemos o potencial dos nossos filhos. O que realmente gostam e no que é que são bons ou precisam de melhorar.

Damos demasiadas ordens sem saber por onde 'puxar'.  E o que é que acontece? Acontece o que naturalmente acontece com todos os seres humanos cuja voz não é escutada. Passam a gritar da forma que conseguem para serem ouvidos. Se não me ouves, se não me dás valor e apenas ordens, então eu não quero saber. Não faço o que queres, não quero o que queres porque se não me dás valor, eu passo a rejeitar tudo o que possas querer de mim.

É isto. De forma resumida e clara. E agora? Vais continuar ou vais passar a envolvê-lo?

O que te deves perguntar:
Como posso envolver o meu filho?
Quando é que eu me sinto envolvida? Entusiasmada até?
Será que o meu filho sente de forma igual ou tem outro tipo de registo? Que registo é este?

P.S. Se queres aprender mais sobre este tipo de comportamentos, inscreve-te na nossa Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas.

ESPECIAL FÉRIAS GRANDES 2017 - 1

10.7.17




Desde que este blogue nasceu que temos feito uma série de especiais. Este é mais um - ESPECIAL FÉRIAS GRANDES 2017.

As férias são momentos em que podemos/devemos relaxar mais um pouco e deixar a rotina também descansar. Podemos dar uma folga aos horários apertados, à sopa que vem sempre para a mesa e à hora de deitar, por exemplo. Mas isso não quer dizer que não devemos planear os nossos dias.
Acredito que as férias são momentos ótimos para criarmos um novo tipo de memórias com os miúdos - o das descobertas e da flexibilidade.

Por isso, e para que possamos construir essas tais memórias, precisamos de as planear - gerindo uma possível frustração nossa - caso o dia em que marcámos para fazer um picnic nos seja brindado com um grande temporal - ou a do nosso filho - quando ia receber o melhor amigo mas ele teve de ficar em casa porque apanhou a varicela.

Há imensos sites com muita informação sobre programas a acontecerem na nossa cidade. Mas não têm só de ser programas - podem ser outras coisas. Um passeio pela cidade no eléctrico de antigamente. Começar a desenhar a árvore genealógica. Ou até arrumar as fotos do ano inteiro. Várias atividades todas as semanas, mesmo que possamos estar a trabalhar. É aqui que entra a flexibilidade.

As férias devem ser planeadas - numa visão mais macro, certamente, mas devem. Justamente para não termos a impressão que os dias passaram a correr e que não fizemos nada de especial. Quando planeamos, torna-se mais fácil até reduzir alguns comportamentos dos miúdos que passam muito tempo em frente aos ecrãs ou que não se sente úteis naquilo que fazem.

Vai seguindo o Instagram porque é por lá que vou fazendo os vídeos - em direto e depois partilhando!

Quando eles são do contra. O que fazer?

10.7.17



Um dos aspectos mais incríveis do trabalho que realizo é ver a transformação dos comportamentos e a melhoria da relação e do ambiente familiar.

Há uns meses trabalhei com uma família de um rapaz de 9 anos. Desde o nascimento do irmão que este rapaz, a quem a partir de agora chamarei de João Maria, estava mais desafiante. A verdade é que os pais atribuíam  este comportamento aos ciúmes naturais de quem tem um irmão, de quem está a chegar ao que agora se chama de pré-adolescência, mas a vida em casa estava a tornar-se cada vez mais difícil. O João Maria estava cada vez mais do contra, mais provocador, mais rebelde e até mal-criado, segundo os pais.

Todas as crianças que têm um comportamento de oposição, são crianças que recebem demasiadas ordens.

Depois de explorar o ambiente familiar, as rotinas e as conversas, os pais disseram que era capaz de ter razão. Estavam sempre a dar ordens ao João Maria e a necessidade de se sentir tido e achado, conforme falo imensas vezes, não estava a acontecer.

- Fala baixo, deixa o teu irmão dormir.
- Pára com isso, não sejas chato.
- Vai lavar os dentes e a cara de pois veste o pijama. Hoje já não há tempo para uma história.
- Assim que chegares a casa vais fazer os trabalhos de casa enquanto eu vou banho à menina. Depois vens ajudar-me a pôr a mesa.
- Vai lá fora ajudar a tua mãe a trazer os sacos para dentro.

Invertemos a forma de nos relacionarmos com o João Maria. Esta família passou a ter mais atenção à forma como estava a comunicar com o filho. Passou a fazer com que ele se sentisse mesmo parte da tribo. Passou a dar menos ordens e a envolvê-lo mais em casa. A questioná-lo mais. A interessar-se, verdadeiramente, por ele.

E, de repente, tudo acontece e o impacto imediato foi evidente. Verificaram logo uma melhoria na relação mas a verdadeira transformação deu-se agora, quase 6 meses depois da primeira consulta. Os pais, depois deste acompanhamento, também passaram a viver, de facto, segundo a parentalidade positiva. O esforço e o mérito é todo deles porque tiveram de alterar uma série de crenças, a primeira sendo que o filho os queria contrariar e provocar... só porque sim.

Foi um trabalho extraordinário, não foi? :) Um grande beijinho a estes pais!

P.S. Se queres aprender mais sobre este tipo de comportamentos, inscreve-te na nossa Pós-Graduação em Parentalidade e Educação Positivas.

As pulseiras do Berra-me Baixo!

27.6.17
Vocês pediram e aqui estão elas!!!

Num dos live que fizemos, mostrei-te a pulseira que tenho no pulso esquerdo. Nela está escrito

'A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo' para que nunca esqueça da minha missão enquanto mãe mas também enquanto adulta que lida com todas as crianças que se cruzam no meu caminho.

E nesse dia, houve imensa gente que me disse em direto, e por email, que queria uma pulseira. Aqui estão elas e há frases diferentes:


1) A mão que embala o berço é a mão que governa o mundo
2) O educador muda o mundo uma criança de cada vez
3) Não há mães perfeitas antes em melhoria contínua.

As fotos que se seguem foram tiradas pela minha querida Sara Reis Gomes e ficaram espectaculares!












Durante esta semana, o valor de cada pulseira é de 2,90€ (portes para Portugal incluídos).
Se quiseres encomendar mais do que uma unidade, as contas são simples.
2,90€ a multiplicar pelo nr. de pulseiras que queres.
São pulseiras do tipo bonfim, com uma volta no pulso.
Poderás voltar a fazer nova encomenda já na próxima semana. É que tão depressa chegaram como foram.
Para que nunca te esqueças de qual é a tua missão!




Porque é que os filhos insistem em desrespeitar os pais?

27.6.17




Alguns pais, com quem vou trabalhando, falam-me que os filhos lhes faltam ao respeito e isso pode ser um momento de tensão e tristeza em muitas famílias. A seguir gritamos, porque não pode ser assim, ou ficamos tristes e tentamos que do outro lado venha empatia.

No entanto, o que a maior parte de nós não se lembra com frequência é que o respeito é algo que é ensinado, repetido e relembrado. Ninguém nasce com a noção de respeito - isso é uma construção e irá depender da noção de respeito para cada um de nós. E por isso é que ele deve ser ensinado. E repetido.

A noção de respeito mútuo, que é um dos pilares da Escola da Parentalidade, tem por base a noção de igualdade e é um direito que todos os seres humanos têm. Quando nós, enquanto pais, tratamos os nossos filhos com respeito, iremos não só ganhar o respeito deles e também iremos ensiná-los a respeitarem-se e a respeitarem os outros.
O início está em nós - e não neles.
Só que quando eles usam o respeito para tratarem os outros, isso significa que se sentem respeitados e tratados da forma que necessitam.

A verdadeira questão, para a qual não te peço resposta aqui é, será que respeitamos verdadeiramente os nossos filhos em todos os momentos? Será que os tratamos da forma que eles necessitam?

Não respondas já. Deixa esta frase acompanhar-te nos próximos dias.

Como explicar os incêndios às crianças

19.6.17


Ontem os meus filhos pediram-me para ver as notícias do incêndio de Pedrogão. Fizeram-nos algumas perguntas, tal como aconteceu no ano passado, com os incêndios na Madeira.

À noite, aqui ao pé de casa, percebemos que algo se passava. Diziam as notícias que um raio tinha caído na Petrogal e que, embora assustadora, a situação estava controlada. Fomos espreitar à janela e a minha filha mais velha fez aquele sorriso tímido, de medo, a pedir que assegurasse que tudo estava bem.

Mesmo para a gente grande, explicar uma tragédia destas dimensões é difícil. Torná-la compreensível para as crianças parece-me igualmente complicado porque, à mistura, há a nossa própria emoção, a dificuldade em aceitarmos e a dificuldade em compreender como é que algo desta natureza acontece e toma estas proporções. Hoje, dois dias depois do início da tragédia, continuamos a ler sobre famílias desaparecidas e do avançar dos fogos. Tudo aquilo que sentimos pode ser demasiado forte para que, de forma pragmática, consigamos ter algum distanciamento.

E talvez seja isso, justamente, que devemos contar e que, adaptado à idade, deverá ser algo do género. Mas antes disso, devemos perguntar o que é que a criança já sabe.

'Ouviste aquelas notícias na TV/Rádio/alguém a falar sobre elas, não foi? E o que ouviste?
Sim, o que está a acontecer é uma tragédia/muito grave/muito triste. Ouvi dizer/li que houve um grande relâmpago que caiu naquela zona e atingiu uma árvore. Queres ver onde fica? Porque tem estado muito calor, estavam reunidas as condições para que houvesse um fogo mas nunca se estaria à espera que algo tão grande acontecesse. Infelizmente, houve alguns* carros que foram apanhados pelo incêndio e algumas dessas pessoas morreram, tal como aconteceu nas aldeias à volta.'

É uma frase clara, pouco subjetiva e pouco emocional. Estamos a dar os factos à criança e vamos ajudá-la a compreender a realidade.

Se for possível, falemos mesmo com os nossos filhos acerca do que aconteceu, mesmo que não tenham perguntado nada. Quer queiramos, quer não, já terão ouvido e é nossa função ajudá-los a 'analisar' os factos para que não criem ideias deles que em nada correspondem à verdade. Que tipo de ideias? Que qualquer relâmpago pode causar uma situação destas. Que todos os incêndios poderão terminar em situações idênticas.

Se temos de lhes dizer sempre a verdade? Claro que sim! Já por diversas vezes escrevi neste blogue que a verdade, devidamente adaptada, é a base da criação da segurança da criança. Vamos explicar-lhe o que aconteceu, sem entrarmos em detalhes mórbidos. O segredo é contar factos.
E se houver perguntas como 'será que doeu, será que nos pode acontecer?', devemos também responder com a verdade e de uma forma serena.
'Sim, é possível que tenha doído... não temos detalhes, filho. E se nos pode acontecer? Sabes, estas são coisas raras de acontecer. Eu nunca tinha tido conhecimento de uma situação desta dimensão. Por isso a probabilidade que volte a acontecer é mesmo pequena.'

Finalmente, podemos levá-los a uma corporação de bombeiros para ajudar, podemos torná-los sócios da corporação da nossa zona, enaltecendo o trabalho destes homens e mulheres. Devemos falar sobre o interesse de zelarmos pela natureza, da necessidade de fazermos a nossa parte, por exemplo. E deixá-los colocar todas as questões. É fundamental recebermos os sorrisos tímidos e de medo com um abraço.


Um abraço bem forte a todos os que nos protegem e a todas as famílias e amigos que estão direta ou indiretamente envolvidos. Acredito que, mais do que nunca, esta é a hora de nos mantermos unidos para que tudo o que diga respeito a incêndios mude, em Portugal.



*eu opto por dizer alguns em vez de muitos porque não conheço os filtros das crianças. Para algumas, a palavra 'muitos' é mesmo muitos.

A Parentalidade Positiva na Mediação

16.6.17
Aqui fica mais um testemunho de quem frequentou a Pós-Graduação e adquiriu competências úteis para o exercício da sua profissão.


Sou Advogada e Mediadora de Conflitos e Familiar e trabalho essencialmente com Direito da Família, acompanhando também vários processos de Protecção e Promoção de crianças e jovens e Processos Tutelares educativo.

Após ter feito a Pós Graduação na Escola da Parentalidade e Educação Positivas, sou uma melhor profissional, com maiores ferramentas e competência para acompanhar e ajudar as famílias com quem trabalho. 

Espreite os testemunhos de todas as pessoas das mais diversas áreas profissionais que ja frequentaram esta Pós-Graduação e ficará a saber quais são as mais valias, tanto em termos profissionais como pessoais!                      

Joana Sardinha Zino, 3ª Edição da Pós-Graduação.

Lê aqui outro testemunho acerca da promoção de emprego na área

O que ir a um festival diz de nós enquanto pais?

8.6.17
Quem vai a festivais sabe que, a cada ano que passa, vemos cada vez mais crianças a acompanharem os pais. Bebés de colo, que ainda nem gatinham, a miúdos com 3 anos, que correm e saltam até miúdos mais velhos e mais altos que os pais.

Podemos achar que são pais cool, mas a verdade é que estamos perante um fenómeno que vai além disso.  Uma vez alguém perguntou-me se os pais de hoje desejam ser amigos dos filhos e se há algum problema nisso. Respondi dizendo que precisava de perceber melhor o que é ser-se, para essa pessoa, amigo dos filhos.
Mas, pegando nessa questão, atrevo-me a dizer que esta geração de pais deseja, entre muitas outras coisas, tirar satisfação da sua relação com os filhos e do seu papel enquanto pais. O objetivo poderá não passar por ser 'amigo' dos filhos mas antes partilhar com eles aquilo que nos dá satisfação. Mais do que amigos, queremos fazer com eles aquilo que nos dá gosto.

'Este gosto por música foi-me passado pelo meu pai que, desde sempre, nos fez escutar música em casa e nos levava a festivais.'


A Milaneza apoia este post

'Lembro-me de ver a minha mãe ler o tempo todo. Recordo-me de ir com ela para bibliotecas e livrarias. Infelizmente, não é algo que goste de fazer mas tenho imensas boas memórias dessa altura. Sempre que penso na minha mãe, vejo-a com um livro ou uma revista.'


Devemos partilhar com os miúdos as nossas paixões? Mesmo que possam não ter interesse nenhum para eles?
Claro que devemos! Temos mesmo de o fazer porque se é algo que nos dá sentido aos dias, merece ser partilhado. E partilhar não é impor, é dar a conhecer. Quando levo os meus filhos a estes festivais, mesmo que para eles isto possa não ter grande importância - não foi o caso desta vez - a verdade é que estão a aprender a viver o entusiasmo noutras pessoas que lhes são importantes. E quando partilhamos a felicidade com o outro, parte de nós também pode aprender a ser feliz. E isso é um ato enorme de generosidade e empatia.

Neste festival descobrimos um espaço só para crianças - da Milaneza - e onde podemos estar descansados com os miúdos. Percebi que há crianças que têm hoje 6 anos e que já lá vão há 3 anos. E isso é incrível!
Depois de um dia intenso, de muito trabalho e definição de projetos novos, sabe bem ficar a vê-los brincar enquanto nós ficamos a curtir a música e a namorar.



#milanezafestivais #alimentacaoeimaginacao #milaneza



Será que nos devemos meter nas brigas dos nossos filhos? vídeo incluído

1.6.17
A segunda semana do Desafio Berra-me Baixo, que está a ser transmitido em direto, e semanalmente, no Instagram e no Youtube, calhou no dia dos irmãos. E é verdade para alguns de nós, os conflitos entre os nossos filhos são difíceis de gerir. Como é que dois irmãos se podem dar sistematicamente mal ou terem tanta dificuldade em gerirem as suas discussões ou divergências? Porque insistem em pegarem-se, para nossos descontentamento e frustração?
Isso acontece porque nenhum relação está isenta de conflito, muito menos a dos irmãos.

A questão faz sentido - será que nos devemos meter nas brigas dos nossos filhos? Se ainda não viste, dá um salto ao vídeo abaixo para saberes um pouco mais e continua a ler. Aproveita para subscrever o canal de youtube.



A resposta é clara: não nos devemos meter nas brigas dos miúdos.
É verdade que quando vamos ter com eles e gritamos, é possível que tenhamos a sensação que a discussão acabou logo ali. Mas muito possivelmente vai recomeçar logo a seguir. E isso quer dizer que aquele conflito não terminou, só fez uma pausa. Na verdade, a resolução do conflito estava longe de ser conseguida. E isso é algo que não vamos querer - é fundamental que possamos ajudar os miúdos a resolverem os seus conflitos, aproveitando todas as ocasiões para o efeito.

Por outro lado, quando nos metemos, a criança vai querer convencer-nos que a culpa não é dela. Que não fez o que fez de propósito e o irmão vai tentar convencer-nos do contrário. Enquanto nos mantivermos ali, vamos continuar a alimentar um conflito e vamos sentir-nos tentados a tomar partido. E isso é algo que vamos querer evitar quando se tratar dos nossos filhos.

Por isso o ideal é pedirmos que eles se resolvam entre eles.

Mas sim, há alturas que temos de lá ir. Quais são esses momentos? Quando se estão a agredir e não conseguem parar sozinhos. E agressão também é agressão verbal. Aí sim, devemos parar a situação e mais à frente conversar sobre o assunto.

De resto, temos de ser capazes de promover um ambiente mais sereno, com menos conflito e com momentos em que os dois possam ter experiências positivas na relação. Só assim poderão ser mais flexíveis um com o outro.

Vamos ter um workshop sobre este tema, na 3ª Feira, dia 13 de Julho, no Porto. Anda daí, se queres saber mais sobre esta e muitas outras estratégias! Inscrições aqui


Todos os direitos reservados.

da infância, dos direitos e do se ser criança!

1.6.17
Que é feito da tua criança?



https://www.youtube.com/watch?v=BkQykD49uWM


É importante, pelo menos de vez em quando, tomarmos noção que há ainda demasiado crianças que não têm direito a infância, nem a brincar, nem a um ambiente de paz. É para isso que também existimos - para assegurar esses direitos.

Este é um dos meus filmes favoritos [perdi a conta ao nr. de vezes que já o vi] e a abertura do filme é genial. Infelizmente, este pedaço aqui é um remake mas vale a pena ser visto, mesmo assim.

linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Share